15.5.09

CABANON de Le Corbusier no RIBA


foto de Paulo Moreira

Foto na visita à exposição

Le Corbusier’s Cabanon
The Interior 1:1
Le Corbusier 1952 - Cassina 2006
5th of March – 28th of April 2009
RIBA (Royal Institute of British Architects)
Londres



Vídeo com imagens do interior da réplica
http://www.guardian.co.uk/artanddesign/video/2009/mar/10/le-corbusier-cabanon

Fotos do interior da réplica
http://www.dezeen.com/2009/03/06/le-corbusier%E2%80%99s-cabanon-the-interior-11/

3.4.09

petit THINK TANK #1



o petit THINK TANK#1 - E depois do laboratório?
está publicado em livro e vai ser lançado neste sábado, 4 de Abril na ZBD em Lisboa
Projecto DECON, é o título do livro.

será também lançado o catálogo
Retrato Proteico, de Marta de Menezes, editado pelo MEIAC e por Inês Moreira

8.1.09

Leituras em Tempos de Crise




Sugestão de André Cepeda, na Livraria Inc.
MESSINA/MUSINA
(Punctum Editions 2007)
Photographs by Pieter Hugo
Essay by Stacy Hardy
Interview by Joanna Lehan

7.1.09

Leituras em Tempo de Crise


2ª sessão de leitura
dia 7 janeiro 09 às 19h
Sugestão de André Cepeda.
Leituras e algumas traduções livres e anónimas

na
Livraria Inc.
www.inc-livros.pt



Contactos
www.petitcabanon.blogspot.com
silvia.guerra@gmail.com
inexmoreira@gmail.com
Rua Miguel Bombarda 285 Porto
(Loja 24 do Centro Comercial Bombarda)

13.12.08

08 LEITURAS EM TEMPO DE CRISE

Um projecto de Sílvia Guerra acompanhada por Inês Moreira

no Petit Cabanon


©Sergio Moura de Sousa


Projecto documental Produção crítica e teórica sobre a arte e o espaço contemporâneos

Inúmeras práticas artísticas contemporâneas circulam hoje entre países, não sendo sempre acompanhadas por uma produção teórica com a mesma actualidade. É também pouco usual encontrar uma partilha aberta de referências pessoais fora do meio académico.

Nos últimos anos, alguns pensadores (filósofos, economistas, historiadores de arte, sociólogos, arquitectos) têm procurado colmatar a lacuna crítica sobre a criação contemporânea após todas as “mortes da arte” proclamadas nos anos 90 (por Arthur C. Danto, Hans Belting entre outros). A pós-modernidade chegou ao seu fim com todas as pós-produções artísticas que lhe sucederam ficando a arena teórica a repensar os clássicos do século XIX como valores seguros. Hoje é evidente que as teorias sobre a contemporaneidade são tão ecléticas quanto as geografias dos seus autores (felizmente não vivemos numa ditadura global a nível de pensamento). Mas urge acrescentar às citações do século XIX um conjunto de referências do século XXI.

Num momento em que o último sistema económico que nos foi legado do século passado vê abalado os seus próprios alicerces, vimos propor uma partilha de leituras de um conjunto de autores, curiosamente num pequeno espaço localizado dentro de um símbolo da sociedade portuguesa após a sua entrada na CE – o Centro Comercial. Este é contudo um projecto iniciado em troca directa entre as suas autoras, que esperam, também, uma troca com o seu público.


Projecto documental / Leituras públicas

Uma das principais orientações da arte e do comissariado artístico dos últimos anos - talvez mais evidente após a exposição colectiva Utopia Station comissariada por Molly Nesbit, Hans Ulrich Obrist e Rirkrit Tiravanija na Bienal de Veneza de 2003 - caracteriza-se pela valorização da documentação e das práticas artísticas processuais afastando-se da obra de arte vista como objecto único e imaterial.

No final de um ano de actividades e de vida, em Dezembro 2008 o Petit Cabanon acolhe ensaios críticos sobre práticas artísticas e sobre arte, criando espaço para a discussão e para sessões de leitura pública de alguns textos. A proposta consiste em fazer uma hipérbole do conceito de exposição documental; para além de uma simples exposição bibliográfica ou de um trabalho artístico em torno da palavra, propõe-se um processo colectivo de recolha de livros, de frases, de citações e apontamentos recentes: propõe-se uma partilha de bibliografia.

É bom poder neste final de ano trocar ideias abrigados por uma arquitectura mental partilhada na pequena cabana de férias de Corbu. A era dos manifestos não é a nossa, vivemos talvez na era do post-scriptum. Uma das actividades que perdura em torno da prática artística é a do comentador da arte ou a do seu crítico, que por vezes é também comissário. Parece-nos útil pensar numa re- densificação das atribuições; para o fazer precisamos de partilhar ideias e livros. Sentimos necessidade em criar uma alternativa à Sociedade Citacionista em que vivemos, traduzida numa análise da contemporaneidade e no abrandamento da recorrência à citação de autores do inicio da Modernidade, para abranger, e possivelmente abraçar, novos autores que permitam reflectir e escrever sobre uma sociedade na véspera de sofrer profundas alterações.

Da crítica estética à provocação filosófica, de Slavoj Zizec a Boris Groys, ou da multiplicidade de práticas artísticas à conceptualização do espaço contemporâneo, de Irit Rogoff a Keller Easterling, percorremos textos e projectos que não esquecem a sociedade em mutação nem a implicação política das suas relações com a arte. Todas as escolhas são subjectivas, parciais e situadas no momento e na história de cada uma das leitoras, e posteriormente dos seus convidados. A partilha tem início entre duas pessoas com percursos diferentes entre a filosofia a história da arte e a arquitectura.

Os livros e leituras aqui partilhados continuarão a sua disseminação quando forem doados a uma biblioteca pública da cidade do Porto. A sua entrega será um testemunho de uma troca directa em que autores e leitores voltam a uma situação primordial da economia, em que a troca acontece livre, e talvez apenas comprometida com uma pura vontade de conhecimento e de encontro anónimo.

Como o futuro que nos espera, gostaríamos que estas leituras se tornassem itinerantes, ocupando espaço e hospedagem em lugares diversos. Em cada espaço serão introduzidas novas propostas de leituras sobre o contemporâneo, dilatando um corpo de referências que se espera diversificado, múltiplo e singular como a arquitectura mental de cada um dos seus participantes.


1ª sessão de leitura

dia 18 Dezembro 08 às 19h

Porto de honra no Petit Cabanon

(Leituras e algumas traduções livres e anónimas)


leituras

Art Power, Boris Groys

La subjectivité à venir, Slavoj Zizec

Qu'es-ce que le contemporain?, Giorgio Agamben

Le Spectateur Emancipé, Jacques Rancière

Networked Cultures, Parallel Architectures and the Politics of Space, P. Moertenboeck e H. Mooshammer
Did Someone Say Participate? An Atlas of Spatial Practice,Markus Miessen e Shumon Basar
Altering Practices, Feminist Politics and Poetics of Space,Doina Petrescu

Enduring Innocence, Global Architecture and Its Political Masquerades, Keller Easterling

Contactos

www.petitcabanon.blogspot.com

silvia.guerra@gmail.com

inexmoreira@gmail.com

Rua Miguel Bombarda 285 Porto

(Loja 24 do Centro Comercial Bombarda)


11.12.08

natal 2008

30.9.08

exposição: MEGASTRUCTURE RELOADED


No-Stop City/ Interior Landscape, 1969

Archigram’s Plug-in City, Constant Nieuwenhuys’ New Babylon and Yona Friedman’s La Ville spatiale rank among the incunabula of the 1960s. Combining visionary architecture, pop culture, art, and situationist rebellion, they became known far beyond the narrow confines of urban planning. Till now, however, there has been no exhibition dealing explicitly with megastructuralists’ vision. MEGASTRUCTURE RELOADED seeks for the first time to show them in context. Aside from Archigram, Constant, Friedman, the radical Florence groups Superstudio and Archizoom, whose designs at the end of the 1960s constituted an ironic response to the megastructuralists, will be included. The exhibition is not intended as a documentary representation; instead the megastructuralists are to be tested for their currency and relevance for the problems of contemporary urban design and mega cities. We will focus on the connection between architecture and visual art, as well as on actual architectonic and urban-design issues.

MEGASTRUCTURE RELOADED continues the long-term research and exhibition project Utopia Revisited, which includes workshops, symposia, publications and exhibitions throughout Europe. The project started last year with the exhibition Ideal City - Invisible Cities encompassing works by 40 international artists in public places and several institutions in Zamosc, Poland and Potsdam, Germany (June – October 2006, curated by Sabrina van der Ley & Markus Richter). The project will be continued with the exhibitions Things to Come, focusing on visual arts and science fiction (curator: Doreet Harten) in 2008 and Finis Terrae: The End of the World (curators: Sabrina van der Ley & Markus Richter) in 2009. Utopia Revisited will conclude with the exhibition Arcadia in 2010.

The venue is the Former State Mint in Berlin Mitte, from September 19th to November 2nd 2008 and subsequently travel to further venues in Europe and abroad.

19.9.08

conversas de estaleiro + mapas de trabalho






Conversa de estaleiro

+ mapa de trabalhos


conversa de estaleiro + mapa de trabalhos é um projecto em curso que faz a aproximação a um conjunto de acções invisíveis e dispersas que, contrariando com optimismo o estado de abandono do centro do Porto, aparentam redinamizar a estrutura física, social e cultural da cidade, enunciando uma micro-política do espaço urbano.

conversa de estaleiro são pequenas discussões sobre micro-práticas de ocupação, reparação e reconstrução de fragmentos da cidade do Porto. Acompanham a recolha dos processos de construção em fichas-testemunho denominadas mapa de trabalhos.

O projecto documentará, através de testemunhos pessoais, os processos materiais, tecnológicos, sociais e políticos activados nas diversas acções, que vão reactivando a cidade através da ocupação e do uso dos seus prédios, casas, apartamentos, armazéns e espaços não tipificados. Serão abordadas as dimensões espaciais, temporais, económicas, pessoais e emocionais, os interesses que movem as iniciativas, sejam estratégicos, subjectivos, ou pura contingência, bem como a legalidade e a ilegalidade, a informalidade e o improviso, e as redes informais de colaboração que se vão criando.

conversa de estaleiro + mapa de trabalhos expande os campos da arquitectura e dos estudos culturais pela difracção por diversas redes activadas, interligando os desejos e os processos da construção, do projecto, da apropriação e da participação, compondo uma plataforma enunciativa das relações entre a micro-actividade e o terreno mais amplo da cidade.

Um projecto de Inês Moreira e do petit CABANON

>>>> para preencher um [ mapa de trabalhos ] clique aqui <<<<<<<<<

8.9.08


mapa de trabalhos

é um trabalho de campo sobre auto-organização e auto-construção na cidade do Porto.

Após o abandono de décadas, a habitação no centro do Porto condensa problemas físicos, estruturais e uma estrutura social debilitada. Por toda a cidade do Porto se vêem sinais: “vende-se, aluga-se”. A cidade está envelhecida, negligenciada e desqualificada, a habitação que oferece está decadente, os moradores têm poucos meios e as leis do arrendamento não atraem novos habitantes.

A crise da cidade despertou os interesses financeiros para aquisição e a reconstrução abriu oportunidades a investidores privados. Nos anos recentes, um pequeno grupo de grandes investidores (bancos, construtoras e companhias financeiras) apoiados por um conjunto de programas de incentivo camarário, adquirirem grandes quarteirões e edifícios, devolutos ou deslocalizando os seus inquilinos, promovendo a reconstrução por uma lógica de gentrificação. O discurso oficial é homogeneizado, os seus resultados são edifícios reconstruídos numa lógica de condomínio fechado, compostos por fogos de habitação tipificada complementada por serviços de luxo.

Fazendo um bypass à lógica dicotómica investidor / morador, um movimento invisível e indetectável está a resgatar alguns edifícios da decadência e a reactivar o tecido da cidade. Começando por reocupar edifícios antigos, um grupo considerável de artistas, arquitectos, profissionais liberais e de agentes nos campos da cultura, vem transformando pelos seus meios este estado de abandono, reactivando as ruínas da cidade.

As modalidades de operação são fundamentalmente distintas da rígida lógica dos investidores. Usam soluções inventivas e flexíveis através do envolvimento pessoal e afectivo nas obras. Os seus estaleiros combinam performances de materialidade, espacialidade e temporalidade, seja a organização em auto-gestão, seja a dilatação dos trabalhos no tempo, a co-habitação com os trabalhos de construção, ou a reinterpretação flexível de vazios legais e financeiros, seja negociando propriedades físicas com modalidades temporais (aguardando herdeiros, permutando propriedades, recuperando penhoras).

A produção/construção destes edifícios incorpora práticas do espaço que invertem categorias tradicionalmente distintas, seja a apropriação do espaço pelos habitantes, que são aqui também construtores, seja a participação dos clientes no projecto, que são aqui também projectistas, construtores e moradores.

Os mapas de trabalhos pretendem abordar este fenómeno através dos aspectos materiais, sociais, técnicos e pessoais, evitando o discurso da autoria, a representação, e evitando sobretudo, as narrativas heróicas dos pioneiros. Deseja-se encontrar os testemunhos posicionados nos seus processos de trabalho, expondo como e quando os activam, bem como afectam a sua vida e a sua cidade.

>>>> para preencher um [ mapa de trabalhos ] clique aqui <<<<<<<<<

25.8.08

Temporada de Pavilhões, Londres verão 2008


Serpentine Gallery Pavillion, Frank O. Gehry



Maison Tropicale, Jean Prouvé, na Tate Modern



Observatory, Air-Port-City, Tomas Saraceno, na Hayward Gallery


"E o que é um pavilhão?
Usualmente com dimensões físicas reduzidas e tempo de utilização curto, projectam uma outra dimensão temporal e experiencial, o pavilhão é um espaço-tempo de excepção, uma fuga da realidade, uma para-arquitectura. Os pavilhões condensam no tempo a concepção, a construção e a duração da sua visita e existência. Proporcionam experiências físicas e sensoriais intensas aos visitantes: seja visual, acústica, térmica ou climatérica, existindo uma atmosfera de intimidade e de descoberta na visita a um pavilhão. Usualmente peças únicas, com linguagem autoral, não têm programas complexos e desenvolvem temas como a protecção interior, a luz/sombra, a relação com o ar livre, o percurso de ligação ao exterior, explorando a experiência da visita e a fisicalidade do visitante. A sua particularidade lúdica e semi-pública difere de outras pequenas construções, como a cabana de abrigo ou o módulo residencial replicável. A questão sensorial e simbólica é extremada, e a responsabilidade social de um pavilhão muito reduzida. Podem ser pavilhões de jardim, pavilhões de chá, pavilhões de exposição ou de feira, descomprometidos e vocacionados para a dimensão lúdica ora explorados como “laboratório de experimentação” espacial ou de soluções técnicas; ora são ensaios simbólicos, ora são ainda oportunidade de início de carreira ou reconstruídos como memorial de consagração da própria obra, como no caso do pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe, ou ainda um reaparecimento celebratório, como o Cabanon de Le Corbusier reproduzido pela Cassina."

Inês Moreira, perspectiva actual na artecapital.net

 
head