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19.9.08

conversas de estaleiro + mapas de trabalho






Conversa de estaleiro

+ mapa de trabalhos


conversa de estaleiro + mapa de trabalhos é um projecto em curso que faz a aproximação a um conjunto de acções invisíveis e dispersas que, contrariando com optimismo o estado de abandono do centro do Porto, aparentam redinamizar a estrutura física, social e cultural da cidade, enunciando uma micro-política do espaço urbano.

conversa de estaleiro são pequenas discussões sobre micro-práticas de ocupação, reparação e reconstrução de fragmentos da cidade do Porto. Acompanham a recolha dos processos de construção em fichas-testemunho denominadas mapa de trabalhos.

O projecto documentará, através de testemunhos pessoais, os processos materiais, tecnológicos, sociais e políticos activados nas diversas acções, que vão reactivando a cidade através da ocupação e do uso dos seus prédios, casas, apartamentos, armazéns e espaços não tipificados. Serão abordadas as dimensões espaciais, temporais, económicas, pessoais e emocionais, os interesses que movem as iniciativas, sejam estratégicos, subjectivos, ou pura contingência, bem como a legalidade e a ilegalidade, a informalidade e o improviso, e as redes informais de colaboração que se vão criando.

conversa de estaleiro + mapa de trabalhos expande os campos da arquitectura e dos estudos culturais pela difracção por diversas redes activadas, interligando os desejos e os processos da construção, do projecto, da apropriação e da participação, compondo uma plataforma enunciativa das relações entre a micro-actividade e o terreno mais amplo da cidade.

Um projecto de Inês Moreira e do petit CABANON

>>>> para preencher um [ mapa de trabalhos ] clique aqui <<<<<<<<<

25.8.08

Temporada de Pavilhões, Londres verão 2008


Serpentine Gallery Pavillion, Frank O. Gehry



Maison Tropicale, Jean Prouvé, na Tate Modern



Observatory, Air-Port-City, Tomas Saraceno, na Hayward Gallery


"E o que é um pavilhão?
Usualmente com dimensões físicas reduzidas e tempo de utilização curto, projectam uma outra dimensão temporal e experiencial, o pavilhão é um espaço-tempo de excepção, uma fuga da realidade, uma para-arquitectura. Os pavilhões condensam no tempo a concepção, a construção e a duração da sua visita e existência. Proporcionam experiências físicas e sensoriais intensas aos visitantes: seja visual, acústica, térmica ou climatérica, existindo uma atmosfera de intimidade e de descoberta na visita a um pavilhão. Usualmente peças únicas, com linguagem autoral, não têm programas complexos e desenvolvem temas como a protecção interior, a luz/sombra, a relação com o ar livre, o percurso de ligação ao exterior, explorando a experiência da visita e a fisicalidade do visitante. A sua particularidade lúdica e semi-pública difere de outras pequenas construções, como a cabana de abrigo ou o módulo residencial replicável. A questão sensorial e simbólica é extremada, e a responsabilidade social de um pavilhão muito reduzida. Podem ser pavilhões de jardim, pavilhões de chá, pavilhões de exposição ou de feira, descomprometidos e vocacionados para a dimensão lúdica ora explorados como “laboratório de experimentação” espacial ou de soluções técnicas; ora são ensaios simbólicos, ora são ainda oportunidade de início de carreira ou reconstruídos como memorial de consagração da própria obra, como no caso do pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe, ou ainda um reaparecimento celebratório, como o Cabanon de Le Corbusier reproduzido pela Cassina."

Inês Moreira, perspectiva actual na artecapital.net

23.8.08

petit CABANON na revista arq./a



entrevista sobre o petit CABANON por Sandra Vieira Jurgens

na Revista arq./a número 59/60 na secção artes

Recomenda-se a consulta da revista em papel.

Este número duplo, de Julho/Agosto 2008, é dedicado à Herança de Le Corbusier, e podem-se encontrar perspectivas críticas de: William J. R. Curtis, Beatriz Colomina, Stanislaus von Moos, Arthur Rüegg, Carlos Eduardo Comas, João Belo Rodeia, Ana Tostões, Michel Toussaint, José António Bandeirinha, João Luís Carrilho da Graça.

Encontra-se também o texto "Le Corbusier e os portugueses"de Ana Vaz Milheiro e Jorge Nunes
e o texto "Le Corbusier, um monstro com duas cabeças" de Pedro Baía sobre a exposição “Le Corbusier: Art of Architecture”/ e o seminário “Rethinking Le Corbusier”

15.8.08

psycho buildings: artists take on architecture


A Hayward, um edifício brutalista de 1968


Psycho Buildings: artists take on architecture

exposição na Hayward Gallery, Londres, até ao final de Agosto


"Este é o desafio da exposição: Rugoff adopta a ideia de edifício desviante para propor a 10 artistas uma aproximação à arquitectura. Contudo, a exposição não é uma pesquisa, reflexão ou investigação de comportamentos “desviantes”, como a referência indicaria. A dureza do registo fotográfico dos Psycho Buildings deu lugar a um conjunto de estruturas e instalações espaciais bipolares: ora revisitando a euforia optimista e visionária dos projectos dos arquitectos dos anos 60; ora expressando pressentimentos de um cataclismo civilizacional através da arquitectura. A sensação, emoção e expressão dominam a galeria. O ambiente é de celebração e a exposição aproxima-se das emoções de um parque temático."

Inês Moreira
crítica de exposição na artecapital.net



Gelitin, Normally, proceeding and unrestricted with without title, 2008


Mike Nelson, To the memory of H. P. Lovecraft, 1999

links: Psycho Buildings

1.7.08

petit THINK TANK #2







A tarde de conversa transformou-se num brainstorm.
Animado, sem consensos, com picos, e com baixas de tensão.
Quanto a sínteses, não há.
Ficou enunciada a necessidade de uma contínua prova.

mas então, que podemos fazer?

29.6.08

petit THINK TANK #2 / Sonda3



Hoje à tarde, 30 de Junho 08
às 14h30m

petit THINK TANK #2 / Sonda3


O petit THINK TANK #2 é um alojamento
do projecto Sonda3 o estúdio moov
no espaço do petit CABANON que propõe
uma tarde de conversa em tom
informal entre uma geração de criativos,
investigadores e teóricos para compreender
como se
posicionam na disciplina da Arquitectura,
como geram possibilidades
para uma prática crítica,
e sobre o próprio conceito de prática.

À conversa estarão:

/// António Louro (moov)

/// Bruno Baldaia

/// Inês Moreira

/// Miguel Faro (moov)

/// Pedro Bandeira

/// Pedro Barata Castro

/// Susana Ventura


petit CABANON // PORTO

www.petitcabanon.blogspot.com

23.6.08

petit THINK TANK #2


desenho de Carla Filipe, esferográfica sobre papel, 2006


O petit THINK TANK #2 é um alojamento do projecto Sonda 3, do atelier moov.

Sonda 3 é uma vídeo-sondagem de rua que reúne opiniões emitidas por agentes relevantes no processo da construção, dentro do meio da arquitectura, mas também agentes externos, como empreiteiros, engenheiros, advogados, clientes, entre outros.

Sonda 3
coloca 3 questões:
_ o que é isso da arquitectura?
_ então e o arquitecto?
_ arquitectura, qualidade paga-se?

O petit THINK TANK #2 propõe uma tarde de conversa em tom informal entre uma geração de criativos, investigadores e teóricos para compreender como se posicionam na disciplina da Arquitectura, como geram possibilidades para uma prática crítica, e sobre o próprio conceito de prática. Aponta-se para esta conversa uma extensão da sonda 3, no sentido de uma análise propositiva.

Assim, articulam-se já novas questões:

_ O que aconteceu ao autor heróico? Mas, e então, o que podemos fazer?

Respondem:

António Louro (moov); Bruno Baldaia; Inês Moreira; Miguel Faro (moov); Pedro Bandeira; Pedro Barata Castro; Susana Ventura


A 30 de Junho 2008 no petit CABANON
_ www.petitcabanon.blogspot.com
_ www.moov.tk

22.6.08

12.5.08

Le Corbusier em Lisboa


foto: na varanda de Étoile de Mer, ao lado do Cabanon

Le Corbusier estára em discussão e exposição em Lisboa, em Maio de 2008

Rethinking Le Corbusier - 27 e 28 de Maio 08
Museu da Electricidade, Lisboa



Le Corbusier, Arte e Arquitectura - 19 de Maio a 17 de Agosto
Centro Cultural de Belém / Museu Berardo, Lisboa

5.5.08

Incêndio na Reitoria UP





Um acidente na reparação do telhado do edifício da Reitoria da Universidade do porto levou ao incêndio da sua ala voltada para o Jardim da Cordoaria e a Torre dos Clérigos. Esta é a ala onde se situa o Átrio de Química (onde se realizaram as exposições Depósito e Pack) e onde se localiza uma parte muito importante do Museu de História Natural (Antropologia e Zoologia).
O incêndio ocorreu entre as 11h20 e as 13h.

Em declarações à imprensa soubemos que a água do combate ao fogo drenou bem pelas caleiras, e que o fogo se circunscreveu a laboratórios desactivados. Mas, dada a proximidade física do Museu, e também da Biblioteca do Fundo Antigo, o susto foi grande. Este edifício teve já um incendio em 1974 em que se perderam inúmeras peças e elementos do património da Universidade.

Ficamos agora a aguardar o balanço dos estragos, desejando que nada tenha passado de um terrível susto. Desejamos boa sorte aos Museus e que a os esforços de tratamento dos espólios e colecções não seja interrompido.

Na foto: o incêndio e a fachada com os contentores marítimos colocados na exposição PACK.

28.4.08

Pecha Kucha Night Lisbon_ 22 Abril 08



A Pecha Kucha Night Lisbon ocorreu no dia 22 de Abril, pelas 21h30m
no Museu da Electricidade, Lisboa.

Participaram: Pedro Ressano Garcia, Hugo Teixeira, Andrea Brandão, Ezzo, Kaputt!, Os Espacialistas, Inês Moreira, Fabrico Proprio, Atelier Data, Joana Astolfi, Giz - we can train you, Paulo Moreira, Luis Nascimento, Paula Albuquerque, Manuel Graça Dias, Nuno Lucas, Hermann & Collective Consciousness, Embaixada, MGC Arquitectos, Ruy Otero, vivoeusebio



Apresentei 3 projectos: Urbanlab, Terminal e Depósito.
Apresentei muito brevemente a ideia do petit CABANON.
Fica o link para PKNL: www.pechakuchalisbon.blogspot.com

23.2.08

Costa da Caparica: facto nº4

Ocupação abusiva > Ruína das dunas

Erosão da Costa > derrocada das construções









imagens portugaldiario.iol.pt

Costa da Caparica: facto nº3

Desigualdade > ocupação ilegal > violência

“Todos moram em barracas sem luz, água, ou saneamento básico”. "A Polícia de Almada descarregou violentamente sobre moradores do bairro Terras do Lelo na Costa da Caparica. Na posse de um mandato de busca, a policia entrou pela noite no bairro arrombando portas e batendo nas pessoas. Muitas das casas, cujas portas foram arrombadas a machadadas não constavam do mandato de busca. A população local está revoltada com a actuação da polícia, porque consideram que os agentes deveriam fazer constantemente visitas de rotina e não ir ao bairro só nos casos do género, actuando de forma violenta sobre inocentes. "Quem estiver a margem da lei deve pagar por isso, mas o bairro todo não pode pagar". Um dos moradores (...), considera ser abuso de autoridade, um vez que se a polícia tem um mandato de busca deveriam abordar ou arrombar as casas das pessoas identificadas e não aleatória e abusivamente. “Nem as crianças foram perdoadas”(...) . O bairro com mais de 200 pessoas, a dez metros da zona balnear e turística da Costa da Caparica, não tem acesso a água potável. Os moradores deslocam-se ao centro da vila para, em bidões transportarem água. O lixo espalhado por todo o lado, porque as autoridades municipais não fazem recolha no bairro." Associações de Imigrantes 24-11-2007




"A população do bairro Terras de Lelo na Costa de Caparica está há mais de 30 anos sem água e em situação de autentico atentado à saúde pública. (...) Quando confrontaram os autarcas com a situação (...), apenas lhes foi dito que o terreno vai ser usado em 2009 para a construção de uma estrada, explicou Aristides Teixeira. No meio de terrenos explorados por arrendatários agrícolas, famílias maioritariamente de origem africana e cigana residem em habitações construídas com restos de materiais de construção civil, plásticos e placas de metal. Um bairro degradado como tantos outros, mas onde as pessoas não reclamam casas. "Só pedimos uma gota de água". A falta de um bem tão essencial como a água é o grande drama de quem reside naquele agregado e um facto que marca o ritmo das suas vivências. A toda a hora, principalmente ao final da tarde, após o regresso do trabalho, a pé, de carro ou de carrinho de mão, mulheres, homens e crianças deslocam-se ao chafariz situado junto ao mercado da vila da Costa de Caparica munidos de bidões de plástico.

"Dantes íamos buscar água ao cemitério que fica do outro lado da via de entrada na Costa, onde os carros passam a grande velocidade. Mas proibiram-nos de lá ir" (...) "Ponham aqui um chafariz com um contador que as pessoas pagam o consumo". Uma ideia, aliás, defendida por todos os que por ali mendigam diariamente "uma simples torneira"."
Associações de imigrantes 11-02-2008

Costa da Caparica: facto nº2

2008 > desregulação > território?



1930 > Cassiano Branco


Cassiano Branco, proj para a urbanização da Costa da Caparica, 1930

Costa da Caparica: facto nº1


Construção nas dunas









fotos jorgebarbosa.com

20.2.08

MADEP no CABANON










16 Fevereiro a 23 de Fevereiro 2008

4.2.08

Building site?


vista do petit CABANON e pormenor de fotografia de estaleiro de Dulcineia das Neves

Building site? A mesa.

30.1.08

"our"chitecture

"I propose a new ‘our’chitecture that will develop the infrastructure to allow design and construction to return to the people who really need it. Continuing a separation between those who can afford design and those who could really use it will only call for a collapse of an ethical architectural paradigm, if it hasn’t done so already. Interestingly enough, the movement that will allow for the change in architectural thinking is dependent upon the body which it reacts to and lives off like a parasite. With the ability to compare paradigms and ethics to a greater body of knowledge, the subversive can take shape and momentum."

Jayson Claude the Sarai Reader 05: Bare Acts, p. 559-563

www.sarai.net/publications/readers/05-bare-acts

15.1.08

Building site?


pC fotografado por z.z
(o fotógrafo mais rápido do oeste!)

 
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