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19.9.08

conversas de estaleiro + mapas de trabalho






Conversa de estaleiro

+ mapa de trabalhos


conversa de estaleiro + mapa de trabalhos é um projecto em curso que faz a aproximação a um conjunto de acções invisíveis e dispersas que, contrariando com optimismo o estado de abandono do centro do Porto, aparentam redinamizar a estrutura física, social e cultural da cidade, enunciando uma micro-política do espaço urbano.

conversa de estaleiro são pequenas discussões sobre micro-práticas de ocupação, reparação e reconstrução de fragmentos da cidade do Porto. Acompanham a recolha dos processos de construção em fichas-testemunho denominadas mapa de trabalhos.

O projecto documentará, através de testemunhos pessoais, os processos materiais, tecnológicos, sociais e políticos activados nas diversas acções, que vão reactivando a cidade através da ocupação e do uso dos seus prédios, casas, apartamentos, armazéns e espaços não tipificados. Serão abordadas as dimensões espaciais, temporais, económicas, pessoais e emocionais, os interesses que movem as iniciativas, sejam estratégicos, subjectivos, ou pura contingência, bem como a legalidade e a ilegalidade, a informalidade e o improviso, e as redes informais de colaboração que se vão criando.

conversa de estaleiro + mapa de trabalhos expande os campos da arquitectura e dos estudos culturais pela difracção por diversas redes activadas, interligando os desejos e os processos da construção, do projecto, da apropriação e da participação, compondo uma plataforma enunciativa das relações entre a micro-actividade e o terreno mais amplo da cidade.

Um projecto de Inês Moreira e do petit CABANON

>>>> para preencher um [ mapa de trabalhos ] clique aqui <<<<<<<<<

14.2.08

Em seguida... Building Site? (16 de Fev 08)


Rua de Passos Manuel, Porto 2007 (porto.taf.net)


Insistindo na pergunta colocada: Building Site?


O petit CABANON alojará o workshop 3 abordagens a 1 espaço.

Ensaia-se uma exposição dos processos de investigação experimentados no workshop 3 abordagens a 1 espaço, desenvolvido durante o mês de Janeiro 08, por alunos de Belas Artes no contexto do MADEP, sob orientação de Gabriela Vaz Pinheiro, Lígia Paz e Inês Moreira

O workshop propôs o trabalho de campo em locais concretos da zona metropolitana do Porto (de Braga a Aveiro). Cada artista/aluno participante desenvolveu aproximações ao espaço público seguindo três abordagens: performatividade, visualidade e espacialidade, sublinhando modos de exercitar e comunicar a apropriação crítica e pessoal de um local público.

A exposição no petit CABANON mostrará documentos e processos de trabalho criativo, (não se tratando qualquer projecto de trabalho finalizado). Também a montagem será uma experiência colectiva desenvolvida presencialmente.

Ensaiando sobre a comunicabilidade e a transferência da experiência performativa e análse crítica do espaço público, experimentar-se-á a edição, justaposição e montagem das várias análises e registos desenvolvidos.

++++++ Será desenvolvida a ideia processual de Estaleiro.

Trata-se de:
Uma experiência colectiva no petit Cabanon desenvolvida com o MADEP da FBAUP.

O MADEP é um mestrado interdisciplinar que aborda o espaço público através de metodologias da Arte e do Design

MADEP – Mestrado de Arte e Design para o Espaço Público
FBAUP – Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto


by zwigmar

6.2.08

Em seguida.... Projecto Morro (1 de Março!)


de/by Vasco Costa (Projecto Morro)


O petit CABANON alojará em Março o processo documental do Projecto Morro.

Morro é um projecto artístico desenvolvido por Vasco Costa e Hugo Canoilas.

Partindo de noções de autoconstrução, dos materiais e processos de arquitectura popular e das referências históricas da Merzbau de K. Schwitters e da obra de Helio Oiticica, Morro partiu de uma estrutura base em que cada artista interveio sobre o trabalho do artista anterior, erodindo as barreiras de autoria.

Morro realizou-se na Costa da Caparica no Verão de 2007.

Colaboraram: Pedro Barateiro, Hugo Canoilas, Vasco Costa, Nuno Faria, Teresa Gillespie, André Maranha, Francisco Tropa, Ruben Santiago, Sancho Silva e Miles Thurlow.

ver crítica aqui

Coming next... Projecto Morro (1st of March!)










de/by Teresa Gillespie (Projecto Morro)


Petit CABANON
will host the documental process of Projecto Morro.

Morro is an art project developed by portuguese artists Vasco Costa and Hugo Canoilas.
The project explores notions of self-construction, materials and processes of popular architecture and the historical reference of Merzbau (K. Schwitters) and the work of Helio Oiticica.

Morro was started as a basic structure in which each participating artist intervened on the work of the previous artist, eroding the frontiers of authorship.

Morro took place at Costa da Caparica (a suburban village in the south of Lisbon) during the Summer of 2007.

Artists and authors: Pedro Barateiro, Hugo Canoilas, Vasco Costa, Nuno Faria, Teresa Gillespie, André Maranha, Francisco Tropa, Ruben Santiago, Sancho Silva e Miles Thurlow.

see a crit here

15.1.08


(... z.z está muito atento aos nossos eventos! obgada pela atenção!)
aqui; aqui; aqui; aqui; aqui

a Sala . projecto de Susana Chiocca, Porto

"A sala não tem muito mobiliário. “Tenho um sofá, uma televisão e uma cómoda para a televisão, basicamente. Como é também um espaço de ensaio, tenho algumas guitarras e amplificadores”. Tudo o resto surge por acréscimo, “as letras nas paredes são resquícios da última performance da Amarante e Ana Deus, incluída no (festival) TRAMA deste ano”, refere. As coisas vão mudando – Susana não gosta do termo “mutável” para caracterizar “a” sua “Sala” –, as coisas aparecem e desaparecem num instante. “Geralmente quem limpa as coisas no final são os artistas, a mim cabe-me tirar e repor as minhas coisas”. Do que foi, ficam as fotografias. “Vou documentando tudo o que se passa por aqui, até porque é importante para o doutoramento que estou a desenvolver em arte contemporânea e sobre a performance em Portugal. Este espaço serve como um laboratório de experimentação e ajuda-nos a perceber o que se faz actualmente. Ajuda-me a perceber como o espectador pode ser incluído na performance”. Ou a forma como deve ser incluído.

(...) Para além da sala, Susana permite o acesso à cozinha – “para beber alguma coisa, um chá, um café, uma cerveja” – e à casa de banho – “os espectáculos geralmente atrasam, ou porque os artistas demoram a montar o espaço, ou porque se espera por mais público”. Restrito, “o quarto e uma das casas de banho”. É a parte mais pessoal da casa.

(...) Não tem um blogue onde possa difundir a programação do local. “Os meus amigos têm pressionado para eu criar um, mas eu não gosto de blogues. Já me disseram que é possível criar um sem possibilidade de comentários”. Ri. Não gosta de comentários. Diz que as pessoas se perdem em comentários absurdos. Prefere conversas cara-a-cara. Tal como os espectáculos intimistas da sua sala de estar." in o Primeiro de Janeiro


a Sala aqui

a Sala aqui também

a Sala também aqui

Rua do Bonjardim, nº253, 2ºandar, Porto

21.11.07

Biodegradação e biorremediação . Participação de visitante


Biodegradação e biorremediação
Joana Costa, microbióloga

Na Natureza os átomos que compõem a matéria circulam livremente, integrando diferentes elementos, entrando e saindo sucessivamente do ciclo de vida de microrganismos, plantas e animais numa harmonia perfeita e contínua.

A biodegradação é o processo natural que ocorre no ambiente, levado a cabo por seres vivos decompositores, no qual a matéria orgânica é degradada nas suas moléculas elementares com produção de energia para a célula e libertação de CO2 e H2O no meio.

Com os avanços técnicos no desenvolvimento de materiais, principalmente nos últimos 100 anos, muitos elementos novos foram sendo sintetizados e alguns deles vieram quebrar esta continuidade, desafiando a espantosa capacidade dos decompositores de biodegradar, biotransformar, ou bioacumular contaminantes.

A biorremediação surge como o processo técnico que envolve a aplicação de sistemas vivos, microrganismos, fungos, plantas ou mesmo enzimas com metabolismos específicos, na recuperação de ambientes contaminados.

Dependendo da natureza quali e quantitativa dos contaminantes e das características gerais do ambiente onde se encontram, a sua biodegradabilidade pode muitas vezes ser limitada ou até mesmo nula. Um dos maiores problemas dos contaminantes é o acesso a eles pelo facto de serem muito pouco ou quase nada hidrossolúveis enquanto todos os sistemas vivos por sua vez se encontram diluídos em água.

Contudo, os microrganismos, por serem seres unicelulares, apresentam um incrível mecanismo de degradação e uma admirável capacidade de adaptação às condições impostas, que lhes permitiu desenvolver meios para atacar a estrutura molecular destes compostos (xenobióticos) e usá-los como fonte de carbono e energia.

Assim, por exemplo, para superar a barreira existente na diferença de fases em que se encontram, determinados microrganismos adquiriram a capacidade de produzir biosurfactantes. Estas moléculas são anfipáticas, ou seja, apresentam uma extremidade hidrofóbica e outra hidrofílica e desta forma conseguem atacar compostos poluentes ligando-se a eles, trazendo-os para a fase aquosa onde podem então degradá-los. Simplificando, certos microrganimos adaptaram-se e aprenderam a produzir moléculas que actuam um pouco como a acção de um sabão que consegue tornar as gorduras solúveis em água, com a vantagem de serem totalmente biológicos e capazes de lentamente solubilizar estruturas tão sólidas como o plástico.

Desta forma consegue-se a transformação ou decomposição total ou parcial de compostos tóxicos que se acumulam na natureza, tais como hidrocarbonetos (petróleo e seus derivados), bifenis policlorados (PCBs), hidrocarbonetos poliaromáticos (PAHs), subtâncias farmacêuticas e metais. Não quer dizer que este processo não apresente limitações ou que não haja alternativas a ele, mas os benefícios comprovados já mostraram ser uma solução viável na resolução de muitos problemas de contaminação.

Assim, a biodegradação de tintas na água, a absorção por parte de plantas (fitorremediação) de metais pesados em solos contaminados, biodegradação de fertilizantes ou a limpeza de derrames petrolíferos são alguns exemplos fortes da extensão de aplicação da biorremediação.

A aplicação de processos biológicos de descontaminação tem-se intensificado nos últimos anos pois tem demonstrado ser uma solução viável e sustentável na limpeza de ambientes contaminados.

Graças a um empenho geral, a preocupação com o ambiente é cada vez maior e desta forma tem aumentado, em diversos campos, o interesse na utilização de sistemas naturais como substituição a processos que se mostram prejudiciais para a nossa mãe Natureza. A Terra sempre nos deu tudo o que precisamos e nós nem sempre a tratamos com a atenção e respeito que merece. É através das pequenas acções de cada um que juntos conseguiremos participar na tomada de consciência global necessária para preservar esta casa onde queremos e precisamos de continuar a viver cada vez melhor.

(Joana Costa é microbióloga e colaborou com o consórcio Interuniversitario Nazionale "La Chimica per l'Ambiente" (INCA) em Veneza, Itália desde Novembro 2005 a Dezembro 2006 onde desenvolveu investigação sobre biorremediação. Este texto é uma participação espontânea originada pela sua visita à exposição no Petit Cabanon, no Porto em Novembro/Janeiro de 2008.)

(Nota 2: este texto será publicado no catálogo do Projecto DECON de Marta de Menezes)

20.8.07

Gecekondu - "Landed during the night"



Gecekondu in Turkish means "Landed during the night".

It is the name being given to most Turkish construction since the 50´s exodus towards the city. The term has several meanings and refers to different aspects of these settlements (architecture, urbanism, sociology, economy, etc.)

These self constructed a-legal urban villages - between rural and urban settlements - explore a gap in Turkish legislation which prevents a building from being demolished since it´s roof is housing a family. So, land is taken in the evening to be transformed into a house during the night, so to be roofed at dusk, becoming the home of a family.

In 2003 the artist Marjetica Potrc built a gecekondu structure at the Istanbul Biennial, leaving it to a family that undertook it so to make it their home: "Rooftop Room is a site-specific project realized for the 8th Istanbul Biennial. It consists of a tin roof constructed on top of a privately owned flat-roof house in Kustepe, Istanbul. After the exhibition closed, the family who lives in the house replaced the temporary curtain walls with permanent walls." MP




Marjetica Potrc, Building materials, energy and communication infrastructure, 2003

'Poetic Justice' The 8th International Istanbul Biennial, Istanbul

 
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